+REVIEW - Oito Mulheres e Um Segredo

11:07 0
Com um elenco estelar e um roubo milionário, as definições de girl power foram atualizadas.


Ao pensarmos em produções que retratam planos astutos e roubos milionários, "La Casa de Papel", o mais novo sucesso da Netflix pipoca automaticamente em nossa mente, porém, muito antes da produção espanhola se tornar queridinha do público, Hollywood nos presentou com filmes excelentes do tema, mas nenhum é tão famoso como "Onze Homens e Um Segredo" (Ocean's Eleven), de 2001. Até então, poucos filmes ousaram em trazer um tema tão ambiciosos para as telonas, ainda mais com um elenco de estrelas em seu time, como George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Andy Garcia, entre outros. O filme se tornou tão famoso e popular que, em 2004 e 2007, respectivamente foram lançados Doze Homens e Outro Segredo e Treze Homens e um Novo Segredo. Ao longo da trilogia,  acompanhamos a gangue liderada por Danny Ocean (Clooney) em roubos praticamente impossíveis aos maiores e mais ricos Cassinos de Las Vegas em reviravoltas de tirar o fôlego e deixar o telespectador atônito.

Título Original: Ocean's 8 | Direção: Gary Ross | Duração: 1h50min | Gêneros: Comédia/Policial | Lançamento: 2018

Dezessete anos se passaram e é com essa proposta que Oito Mulheres e um Segredo chega as telonas de todo o mundo, trazendo grandes nomes do cinema, atuações impecáveis, roteiro imprevisível e muita diversão com os elementos que consagraram Onze Homens como um dos melhores filmes do gênero, porém, em um filme com um ar renovado. A ideia foi trazer uma espécie de spin off em que temos a maravilhosa Sandra Bullock interpretando Debbie Ocean, irmã do personagem vivido por Clooney no primeiro filme. Assim como seu irmão, Debbie é uma golpista de primeira, provando que a "trabicagem" vem de família. Após um pequeno incidente em um dos seus últimos golpes, Debbie é presa e sentenciada a 5 anos de cadeia. Assim como em Onze Homens, Oito Mulheres começa de maneira semelhante, com os Ocean's sendo soltos e procurando seus antigos parceiros com uma ideia de um assalto milionário. No filme de 2001 temos Brad Pitt vivendo o atrapalhado Rusty Ryan e a responsável por interpretar a parceira de Bullock na nova versão é a também ganhadora do Oscar, Cate Blanchett.

O objetivo de Debbie é se aproveitar do Baile de Gala oferecido pela renomada revista Vogue que irá acontecer em algumas semanas no Museu de Arte Metropolitana em Nova York para roubar um valioso colar avaliado em 150 milhões de dólares. Esse tipo de evento é um dos mais clássicos e prestigiados, frequentado apenas por atores, atrizes, modelos, empresários e outras pessoas do mais alto escalão. A ideia é utilizar a atriz Daphne Kluger (Anne Hatway) como isca para utilizar o valioso colar para enfim, roubá-lo.


Assim como em seus filmes anteriores, Debbie e sua parceira de crime Lou não são capazes de realizar todo o plano sozinhas e juntas reúnem um time com as mais diversas e excêntricas mulheres, como Anne Hatway que dá vida a Daphne e junto com Sandra e Cate fecham a tríade de ganhadoras do Oscar do filme, mas o longa traz também Helena Bonham Carter vivendo Rose, uma endividada estilista que é contratada com o intuito de criar o vestido que será utilizado por Daphne durante o Baile, a estrela de American Horror Story Sarah Paulson que intepreta Rosie, a estrategista do time (ou será quadrilha?), Rihanna, também conhecida como Bola Nove, uma racker, a especialista em Joias Amita, interpretada por Mindy Kaling e a trombadinha Constance (Awkwafina) fecha o diversificado - e talentoso - elenco. 


O entrosamento entre todas é visível e conseguimos sentir o quão confortável cada uma está em seu papel, prova do profissionalismo e talento de cada uma das atrizes que entregam atuações verdadeiras e competentes. Não irei citar mais uma vez a atuação de Sandra, pois já devem estar cansados de lerem elogios (já disse que foi pefeito?), mas irei citar Anne e Helena, que nos brindam com ótimos e hilários momentos. O grande atrativo de Oito Mulheres e Um Segredo, é, definitivamente, seu elenco. Apesar de contar com atrizes menores e menos conhecidas, todas apresentam um grande nível de atuação e coerência com as personagens criadas para elas. Assim como no filme de 2001, o filme vai se desenvolvendo a partir da parceria oriunda da união dessas oito mulheres, tão diferentes entre si, mas que se complementam ao seu próprio jeito. 

Como citamos, o filme utiliza a mesma fórmula de sucesso dos seus antecessores e traz um filme debochado que brinca com esteriótipos femininos ao longo dos seus 110 minutos de duração. O público se identifica com cada uma das ladras e se envolvem com o ardiloso plano arquitetado por Debbie durante sua longa estadia na cadeia. Não irei entrar em mais detalhes a respeito da história pois não quero estragar a deliciosa experiência que vocês vão ter ao assistir ao filme e acompanhar o desfecho do plano e as revelações finais, mas acreditem em mim: Vale a muito a pena. E eu já citei que a Sandra Bullock está no elenco? 

Oito Mulheres e um Segredo é um filme divertido que chega de maneira despretensiosa e consegue desbancar o reinado de Clooney como o rei dos ladrões. Durante todo o filme, fui tomado por um sentimento de nostalgia muito grande, mas ao mesmo tempo senti como se o filme fosse algo totalmente novo e não apenas um remake, apesar do roteiro utilizar a já conhecida fórmula do gênero. Dirigido por Gary Ross, temos uma história bem adaptada, coesa e divertida que, com certeza consagra as grandes atrizes e dá espaço para o nascimento de novas estrelas demonstrando que ser mulher faz parte do plano. 


Nota:



E aí, gostaram? Acharam ruim? Sentiram que faltou algo? Qualquer elogio, crítica e sugestão é sempre bem vinda!

0 Comentários para "+REVIEW - Oito Mulheres e Um Segredo"