+Review - Dead Cells

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Nascer, Lutar, Morrer, Repetir


Olá pessoas, continuando essa nossa série de análise de jogos indie, iremos falar hoje de um dos meus jogos favoritos nos últimos meses. Dead Cells. Esse jogo a princípio não possui uma historia muito concreta, muito devido à sua inspiração à Dark Souls, quanto pelo jogo estar em early access, mas o que ele não explica da história, ele compensa em gameplay, então sem mais delongas, vamos começar.

História

No jogo, você contra um prisioneiro sem nome, e aparentemente sem corpo (?), que entra em um corpo recentemente decapitado e tem que fugir da sua prisão, bem simples né? Bem... Ai que as coisas se complicam.


Cada globo de vidro é uma arma/melhoria/habilidade que podemos ter. Muita coisa não? E muitos nem estão na tela.

Gameplay

Não sei se vocês estão familiarizados com o termo "Metroidvania", mas falando de um jeito bem resumido, é um jogo com visual 2D, onde o mapa é gerado proceduralmente, em que todos os mapas estão interconectados, porém a necessidade de habilidades especiais te impedem. Então tem certa ordem a ser seguida para que possa ter uma progressão.
A progressão do jogo é diferente de jogos semelhantes. Ao terminarmos um mapa e irmos para o próximo, há alguns NPC para ajudar-nos em nossa jornada, um deles custa ouro, no qual podemos comprar novas armas, habilidades e fazer melhorias, e o outro custa células.
Células, dropam de inimigos, assim como ouro, porém com menor frequência. Nós as usamos para comprar novas armas, habilidades e efeitos passivos. Mas como isso se difere das compras de ouro, você se pergunta, então me deixe explicar a você.



Durante essa gameplay, pude escolher entre um par de botas, um hadouken de gelo ou um escudo.

Durante os mapas, encontramos os npc vendendo armas que já temos, no qual compramos novas ou armas melhores, por exemplo, ao começar o jogo, devemos escolher duas armas entre três (As 3 são aleatórias). No decorrer do jogo, podemos encontrar salas com npcs, que vendem outra arma com certa quantia de ouro. O npc de células, só aparece durante a transição de mapas, e serve somente para comprar armas que não temos. 
Como informação complementar, ao enfrentarmos inimigos ou explorar o mapa bem, encontramos projetos, que temos que entregar para o npc de células.


Hello Stranger... Pera... Jogo errado.

Além disso, temos a capacidade de encontrar pergaminhos, que aumentam um dos nossos 3 atributos: Brutalidade, Tática e Sobrevivência, cada um com sua respectiva cor (Vermelho, Roxo e Verde). Cada arma/equipamento/habilidade se favorece com um desses atributos, porém todos eles sempre aumentam o dano de sua respectiva cor em 15%, porém dando cada vez menos vida para cada melhoria. Por exemplo, no primeiro pergaminho (todos seus atributos no nível 1), você pode escolher entre um desses 3, ao escolher por exemplo, Brutalidade (Vermelho) você aumentará o dano de todas as armas de cor vermelha, em 15%, e aumentará sua vida em 60%. No segundo pergaminho, você poderá escolher novamente os atributos. Caso escolha brutalidade novamente, você ainda receberá 15% de aumento de dano, porém receberá somente 30% de vida, enquanto os outros lhe darão 60%. Isso faz você ter que variar sempre, para não ficar muito frágil e não morrer com 1 golpe somente.


Um exemplo da utilização dos pergaminhos, como pode ver embaixo, a bota e a vida estão como uma seta para cima, indicando o que será melhorado.

O jogo também trabalha com o sistema de maldições. As vezes encontramos uma porta dourada que está trancada, e custa uma certa quantia de ouro para abrir. Caso você queira muito o item que está do outro lado, você pode simplesmente quebrar a porta, lhe causando uma maldição. Estando amaldiçoados, temos que matar uma certa quantia de inimigos sem tomar dano, senão é morte certa. E não pense que essa coisa pode só vir de portas, baús também dão essa maldição, e além disso, caso venha uma arma no baú, ela também virá amaldiçoada, geralmente com algo do tipo, 2x mais dano, tanto para você, quanto para o inimigo. Então sempre é algo como... Vale mesmo a pena?


Após quebrar a porta de ouro eu fui amaldiçoado, agora tenho que matar 10 inimigos sem tomar dano.

O jogo funciona de maneira semelhante à Dark Souls em vários aspectos, seja na dificuldade ou na ambientação, mas certamente o que mais nos chama atenção é a penalidade que temos ao morrer. Quando nossa vida chega a 0, perdemos todas nossas células, ouro e projetos que estamos carregando. Voltamos ao inicio do jogo, e recomeçamos o processo. Porém, quanto mais jogamos, melhores armas nós conseguimos e poderes melhores e armas que melhor se encaixam com nosso estilo de jogo, criando um fator de rejogabilidade altíssimo. 

Controles e Trilha Sonora

Os controles respondem muito bem, e conforme o jogo vai avançando, isso se prova de extrema ajuda. O jogo é frenetico e ação sem parar nas fases mais avançadas, já me peguei em momentos tão tensos que não estava nem respirando, então pra que gosta desse gênero de jogo é um prato cheio.
Em respeito da trilha sonora, ela é bem Ok, o jogo se foca bastante no som que você e os inimigos fazem, e as músicas que tocam não causam impacto ou no fazem sentir nenhum sentimento específico.
Os gráficos pixelados trazem uma certa nostalgia como os jogos ditos anteriormente, então a sensação de estar jogando um Super Metroid ou Castlevania (daí o termo) é muito forte, porém o jogo não perde a principal característica dele, o que é algo difícil nos últimos anos, não há problema em se inspirar em algo, desde que tenha sua própria identidade, como em Dead Cells.

Conclusão:

Dead Cells é um jogo ótimo com elementos de diversos jogos porém sem perder personalidade e identidade. Inova num sistema de compra de melhorias, porém pode ser confuso a jogadores de primeira viagem. Os mapas são ricos em detalhes, assim como seu personagem e inimigos, mas a ausência de uma trilha sonora o impede de ser algo melhor. O personagem principal, apesar de não ter nenhuma caixa de texto, é bem-humorado e descontraído, tanto por sua postura corporal, quanto às suas reações ao interagirmos com outros NPCs.

NOTA: 8,9
  Pontos Positivos:
  • Dificuldade moderada e sem forçar
  • Ótima ambientação.
  • Força o jogador a se adaptar a diversas situações por termos que usar vários equipamentos diferentes ao longo do jogo.
  • Identidade própria

 Pontos Negativos:
  • Ausência de trilha sonora (música).
  • Falta de uma história/narrativa.
  • Falta de diálogos com NPC’s

E aí, gostaram? Acharam ruim? Sentiram que faltou algo? Qualquer elogio, crítica e sugestão é sempre bem vinda!

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