+REVIEW - Chroma Squad

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Preparado para salvar o mundo?





Olá Pessoas, como está indo o fim de semana de vocês? Espero que tudo certo. Estou de volta e dessa vez com uma novidade. Nós do Mais Reviews estamos com uma nova programação em nossa agenda. Todo sábado, estaremos trazendo uma nova análise de jogos Indie. Sei que não é do agrado de muitos, mas espero que jogos que antes nem passariam pela cabeça de vocês, tenham ao menos uma chance com as Reviews. Bem dado o recado, vamos começar com o pé direito e iniciar o novo quadro com Chroma Squad!

Um dos jogos que mais me diverti jogando em 2015 (Sim, já faz um tempo que foi lançado) foi Chroma Squad. Ele se trata de um RPG Tático com um tema um tanto quanto inusitado. O objetivo dele é você fazer um studio de “Super Sentai” ou “Tokusatsu”, caso não esteja familiarizado, é o nome que se dá ao gênero de Power Rangers, Jiraya, Changeman e etc.
Desenvolvido pela Behold Studios  (Ponto importante a ser dito, já que a empresa é brasileira) e lançado oficialmente em 2015, o objetivo inicial do jogo é como dito acima, é como se fosse um simulador de studio de televisão, ou seja, não devemos ir a falência ou perder “fãs” já que isso é uma moeda do jogo também.
Ele tem mecânicas simples, já que se trata de um RPG tático, então ele explora mais um aspecto estratégico do que sua “habilidade” de jogar bem. O visual do jogo é simplesmente maravilhoso, todo o aspecto anos 90 – início dos anos 2000, quando esse gênero estava em seu auge, com PixelArt do jogo entregam um produto gostoso de jogar, com uma trilha sonora encantadora e com muito senso de humor.
Dado um breve resumo do jogo, vamos ponto a ponto ver com detalhes. Começando pela história e mecânicas.

Ao fim de cada episódio recebemos o dinheiro e fãs, usados para compra de melhorias

O jogo nos apresenta um grupo de dublês (São escolhidos pelo jogador ao iniciar o jogo, cada um com seus próprios status) que querem condições melhores de trabalho no emprego deles, então eles decidem iniciar sua própria série de televisão. O jogador assume o papel do diretor de episódio, que é o nome que se dá às fases, e cada fase enfrentamos um monstro diferente, como se fosse aos Power Rangers que assistíamos na infância, algumas fases são até mesmo divididas em 3 etapas, onde só enfrentamos o exército do vilão, depois uma sessão com o chefe e por último a luta com nosso Zord.
Todos os personagens são customizáveis quando se diz a respeito de armadura e armas, e cada um deles representa uma classe de RPG referente à cor do seu uniforme, vermelho é o líder, rosa é o suporte, mas podemos mudar as cores dos uniformes no início do jogo, então não faz tanta diferença em gameplay, porém, cada um deles têm um conjunto de habilidades único, que nos ajuda a resolver as situações dos episódios (Por exemplo, somente o suporte pode usar habilidades de cura, o líder consegue aumentar os atributos dos aliados próximos e etc).
Ao fim de cada episódio, ganhamos dinheiro e popularidade. Dinheiro serve para comprar melhorias do studio, que nos garantem efeitos passivos em combate, como mais vida, mais resistências entre outros, e popularidade serve para assinarmos contratos de patrocínio, que serve para ganharmos mais dinheiro e coisas assim. Explicando assim parece confuso, mas ao jogar é um sistema bem intuitivo e de fácil aprendizado.

Eu disse que tinham batalhas com Zords

Trilha Sonora

Imagina você, na sua infância, torcendo pelos heróis do show derrotarem o vilão após chegar em casa depois de um longo dia na escola e no dia seguinte bater papo com seus amigos sobre o episódio do dia anterior. Imaginou? É exatamente essa a sensação que o jogo passa com a trilha sonora. Fazia muito tempo que não abria um sorriso tão grande ao escutar uma música de um jogo. Desde a música dentro do studio, ou nas lutas em sí. Fiquei impressionado com tamanha qualidade e expressão que a música passa, visto que o jogo tenta se assemelhar com consoles clássicos (8-bits).

Cada personagem tem seus próprios atributos e características 

Gráficos

Não podemos exigir muito do jogo tanto por ser um indie como por ser um jogo “retrô”, mas ele cumpre aquilo que promete. Os gráficos são simples em uma PixelArt muito bem feita, tanto em cenário como nas sprites dos personagens. Quando eu jogava, muita gente ficava falando que todos os inimigos eram iguais e criticaram a empresa, mas quando você pensa era uma crítica sem sentido, já que o exército do vilão sempre usava a mesma roupa.
Como o jogo pesa bastante para o lado do humor durante toda sua narrativa, Chroma Squad usa um estilo de arte caricato e que lhe permite “abusar” mais facilmente de situações visuais extremas, que levariam séculos para serem feitas ou não combinariam bem em outro estilo de arte mais realista. É claro que os gráficos podem não ser o ponto alto para alguns, mas é possível afirmar que eles casaram muitíssimo bem com o clima geral do game.



Conclusão:

✓ Pontos positivos:

  • Arte muito bem trabalhada
  • Trilha sonora impressionante e nostálgica
  • Diversão garantida


 ╳ Pontos negativos:

  • Um pouco clichê quanto ao plot principal (Mas é compreensível já que se trata num jogo de Super Sentai)
  • Um pouco repetitivo
  • Pouco desafio mesmo em dificuldades mais altas (Salvas exceções de lutas contra alguns chefes)

Nota: 9.0

Chroma Squad é um jogo extremamente divertido, com sacadas de humor muito bem postas e com um ritmo muito certeiro. Com uma dificuldade na medida certa e bem estratégica, mantem um desafio saudável, não fazendo o jogo fácil demais para jogadores mais exigentes, porem não sendo frustrante a ponto de desinteressar jogadores casuais. E espero que muitos de vocês deem a ele a chance que merece.


E aí, gostaram? Acharam ruim? Sentiram que faltou algo? Qualquer elogio, crítica e sugestão é sempre bem vinda!

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