+ADAPTAÇÕES: O Universo Fantástico

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O mundo fantástico sai dos livros e invadem os cinemas.

Olá, pessoal! Como estão todos? Espero que muito bem! Vim aqui para darmos darmos seguimento ao post de semana passada que você pode ler aqui em que mergulhamos no universo das adaptações cinematográficas de Dan Brown. Dessa vez iremos falar sobre obras de ficção e suas devidas adaptações, onde o universo fantástico criado nos livros invadem as telas de cinema. Em específico, irei comentar sobre três sagas em particular: A trilogia de Jogos Vorazes (e seus 4 livros), Percy Jackson e um filme que é pouco conhecido pelo fãs mas uma série de livros que gosto muito chamado de A Bússola de Ouro.

1- A Trilogia Jogos Vorazes e seus filmes.



Lançado em 2008, Suzane Collins nos traz um livro ambientado totalmente em um universo pós apocalíptico. Vale lembrar que o sucesso de séries como The Walking Dead ajudaram a difundir muito esse universo amplamente explorado por escritores e diretores mundo a fora. Até aí nenhuma novidade. Porém, o mundo não é exatamente da forma como conhecemos, dividido em continentes e países. A história se passa em Panen, um país fictício localizado onde hoje encontra-se a América do Norte. Nesse país não existem estados, mas sim distritos e cada um deles é responsável por produzir recursos que são vitais para a manutenção da vida luxuosa dos habitantes que residem na Capital, centro controlador de toda Panen. São ao todo 12 distritos que são subjulgados ao poder centralizado e de seus poderosos, onde são obrigados a trabalhar dentro da especialidade do seu respectivo distrito em troca de uma vida miserável e com quase nenhum benefício. Ao todo, Panen possuía 13 distritos, contudo, alguns anos atrás ocorreu uma intensa guerra civil entre os moradores dos distritos pobres que estavam revoltados diante de toda a injustiça, miséria e pobreza que viviam, contra os poderosos da Capital e seu luxuoso estilo de vida. Essa revolução ficou conhecida como "Os Dias Escuros". Obviamente, por falta de recursos, armamentos e preparo, os miseráveis perderam o embate, o distrito 13 foi totalmente aniquilado e então foi instituída uma celebração anual chamada de "O dia da Colheita", onde o evento é utilizado pela Capital como forma de demonstrar sua supremacia perante aos distritos. Nessa celebração cada distrito precisa sortear dois voluntários chamados de tributos que irão participar dos Jogos Vorazes, um torneio brutal em que os jogadores duelam entre si até restar somente um, que será consagrado como o vencedor dos Jogos anuais. A história é narrada a partir do ponto de vista de Katniss Ervergreen, uma menina pertencente ao Distrito 12, que se voluntaria como tributo no lugar de sua irmã mais nova que havia sido sorteada para participar dos jogos. 

Apesar de toda a ficção que a autora utiliza na construção da história, Jogos Vorazes se destaca por possuir diversas críticas políticas, econômicas, sociais e culturais diante da sociedade que estamos inseridos, como: 

Diferença entre as classes foi bem representada.
1: Desigualdade social: O tema é retratado de maneira nua e crua, onde os habitantes dos Distritos são obrigados a viver em uma situação de extrema pobreza e escassez de recursos, trabalhando para manter o alto estilo de vida dos habitantes da Capital. O contraste entre ambos os cenários é gritante. Na capital seus moradores são cercados por palácios e tecnologia, possuem fartas quantidades de recursos, festas luxuosas, roupas caras e de cores berrantes, totalmente diferente da forma de vida dos habitantes dos distritos, que se vestem de maneira simples, moram em pequenas casas de madeira, muitas vezes passam fome. Essa vertente é amplamente explorada nos livros e utilizada como motivação para que Katniss inicie a revolução em Panen. 

2: Relações de trabalho e capitalismo: Todo o trabalho obtido nos distritos são utilizados única e exclusivamente para manter o alto padrão de vida da Capital, onde, por sua vez os trabalhadores não recebem a devida bonificação do seu trabalho. Cada distrito é responsável por uma parte dos recursos que mantém Panen. Katniss é pertencente do Distrito 12, que é responsável pela mineração e assim sucessivamente. Por sua vez, os moradores da Capital não parecem se preocupar com racionamento de recursos e querem consumir cada vez mais.

3: O poder e manipulação da mídia: Após o sorteio dos tributos de cada distrito que farão parte dos Jogos Vorazes, os mesmos são enviados para a capital e tomam o primeiro choque de realidade ao conhecer o alto padrão de vida do lugar, pois, para os demais habitantes de Panen é terminantemente proibido entrar na Capital sem permissão. Lá, os voluntários são tratados como verdadeiras celebridades, como se fossem estrelas de cinema. Recebem todo o luxo, o visual é todo repaginado, dão inúmeras entrevistas na TV, participam de festas, desfiles e outras celebrações, tem sua vida toda revirada e recontada pelos programas. Basicamente os tributos não passam de uma ferramenta de entretenimento onde suas mortes são exibidas em um reality show. Vale a pena também destacar que todos os tributos precisam passar uma imagem que não condizem com sua verdadeira realidade, pois  no jogo da Capital vale de tudo para ser amado pelos telespectadores, uma vez que os mesmos são capazes de ajudá-los durante os Jogos com recursos e outros equipamentos. A crítica contra a influência da mídia fica clara uma vez que são capazes de distorcer os fatos em benefício próprio. O nível de manipulação é tão grande que os habitantes da Capital acreditam que os tributos se oferecem de bom grado para a cerimônia. Ao meu ver é uma crítica extremamente pertinente ao nosso modo de vida e a forma como a televisão procura desviar o foco dos verdadeiros problemas da população e das minorias, "cobrindo" nossos olhos para a verdade. 

4: Submissão de parcelas menores da sociedade: Talvez o tema abordado nos livros que mais fica claro para os leitores, uma vez que todos os participantes dos Jogos são obrigados a lutarem entre si pela sobrevivência, em uma clara imposição de superioridade. Eles não concordam e não aguentam mais viver da maneira como vivem onde muitos morrem de fome, porém, não há esperança para a minoria que se vê como uma marionete nas mãos dos poderosos.


Mapa de Panem com as especialidades de cada distrito


Ao longo dos capítulos, Jogos Vorazes entrega aos seus leitores uma história densa e visceral em que Katniss não só luta por sua vida, mas busca justiça, uma vez que não é justo toda essa desigualdade apenas para manter a Capital e seus luxos, comandada pelo terrível Presidente Snow. Os livros narram toda a história de Katniss que passa de um tributo ao rosto da revolução, o símbolo da liberdade e dos rebeldes em uma batalha além das arenas dos jogos, nas ruas da capital, contra Snow, em busca de igualdade e liberdade contra um sistema injusto e autoritário. 

OS FILMES:


Chegamos então ao ano de 2012, e estreia em todos os cinemas do mundo o primeiro filme da franquia, estrelado por ninguém menos que a queridinha da América, Jennifer Lawrence. O filme apesar de pecar em alguns pontos funciona como uma adaptação, uma vez que os elementos chaves do livro estavam presentes na obra dirigida por Gary Ross. Cito como destaque a bela representação dos distritos e toda sua pobreza, contra a suntuosidade da Capital e seus luxos. O contraste de cores e cenários foi muito bem representado, sendo capaz de evidenciar ainda mais os extremos de ambos os lugares, principalmente no exagero de figurinos e cores dos alienados moradores da Capital. O filme também nos proporciona boas tomadas de ação, e Jennifer é incrível no papel de Katniss, transpassando toda sua emoção e força na tentativa de sobreviver aos desafios dos terríveis jogos. O único ponto em que o filme peca, em minha opinião, é o início do desenvolvimento da história romântica entre Katniss, Peeta (interpretado por Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth). Há esse envolvimento amoroso no livro, porém, houve um exagero muito grande da parte da direção em focar nessa temática amorosa, trazendo cenas desnecessárias para o longa. Porém, devemos lembrar que o público alvo da saga são adolescentes que possuem um interesse muito grande em histórias românticas. Suas sequências intituladas como “Em chamas” e “A Esperança parte 1 e 2” foram recebidas por um grande público que lotou as salas de cinema mundo a fora, atingindo recordes de bilheterias e inúmera popularidade. Os filmes continuam narrando a história de Katniss para a libertação de toda Panem e agora já é vista como o Tordo, a ave da liberdade. Apesar de continuarem seguindo os pontos chaves dos livros, os filmes novamente pecam ao exagerar no triângulo amoroso, transformando um filme extremamente crítico em uma novela de amor. Acredito que Katniss está mais preocupada em derrubar a capital do que se decidir entre um e outro, mas não é o que se deixa transparecer no filme. Apesar de não terem excluído totalmente as inúmeras críticas, elas tiveram menos importância, onde o foco da história era exatamente o desenvolvimento do romance entre os personagens. Aliás, falando em Peeta e Gale, ambos foram modificados para o longa e foram  transformados em dois personagens bobos e chatos e não foram capazes de atingirem ao público despertando a mesma empatia causada pela talentosa Lawrence. Apesar da exarcebação do núcleo romântico, a saga se encerra de maneira coerente com o roteiro original do livro, mostrando a ascensão do distrito 13 e a queda de Snow e do sistema, em um desfecho emocionante para ninguém botar defeito. Analisando os longas como um todo, eu os avalio como bons. Mesmo não seguindo a risca os diversos acontecimentos explorados nos livros, funcionou como uma adaptação. A minha única ressalva é no fato de terem exagerado tanto é forçado uma relação entre Katniss e Peeta que claramente não existia nos livros - inclusive, o final dos personagens foi alterado para o melhor encaixe na adaptação. Contudo, o longa consegue transmitir os ideais da revolução e fazer com que seus telespectadores repensem seu modo de vida.

Notas:

            • Trilogia Jogos Vorazes (Livros): 8,0
            • Saga jogos vorazes (Filmes): 7,0


2- Percy Jackson e a pior adaptação já realizada.


E se todas aquelas histórias de mitologia fossem reais? E se os Deuses Gregos não só existissem, mas andassem entre nós e tivessem filhos com os mortais? Essa é a premissa pelo qual a saga de Percy Jackson se inicia. Escrita por Rick Riordan, a saga conta com 5 livros que já venderam ao todo mais de 1 milhão de exemplares ao redor do mundo. Percy é um menino de 12 anos que sofre de dislexia e déficit de atenção. Ele é tido como um problema pelos professores e não possui nenhum talento ou aptidão para as matérias da escola. Seu único fascínio é a água. Após ser atacado por sua professora de álgebra que se transforma em uma antiga criatura mitológica chamada Fúria, Percy descobre que na verdade é um Semideus, filho de Poseidon, o Deus dos mares. Segundo um trato realizado com seus irmãos Hades e Zeus, os três não poderiam gerar mais filhos, porém Poseidon quebra essa promessa e se apaixona por Sally Jackson. Juntos eles tem Percy, mas Zeus não pode saber de sua existência, e Sally faz de tudo para mantê-lo escondido e a salvo. Percy vivia em segurança graças a névoa, uma aura mágica capaz de manipular o pensamento dos mortais e esconder Percy aos olhos de todos. Tudo muda quando o grande raio de Zeus, sua arma maior é roubada. E junto com seu desaparecimento, a verdade sobre Percy vem à tona e a desconfiança dele ser o ladrão. Agora Percy precisa confrontar seu passado para entender mais sobre ele e descobrir o verdadeiro paradeiro do raio antes que um conflito ainda pior entre os deuses comecem. Percy então parte em busca do paradeiro do Raio, e é levado para o Acampamento Meio Sangue, um lugar especial para os semideuses. Lá ele descobre que a cultura grega não está morta, e ele recebe diversos tipos de treinamentos militares, culturais e históricos. O acampamento possui doze chalés que ficam em uma clareira no vale, cada um para um deus particular. Seus filhos, por sua vez, ocupam o chalé respectivo ao seu pai/mãe. Os chalés de Zeus, Hades e Poseidon estão vazios, pois como mencionado acima, eles não podem ter filhos e Percy se torna o único morador do chalé. 

Expectativa X Realidade
O estilo de escrita de Rick é incrível e inconfundível, onde ele consegue de uma maneira bem humorada representar os diversos mitos antigos em situações cotidianas e muito bem humoradas. O Deus Hermes, por exemplo, que além de ser o Deus dos ladrões, é o Deus mensageiro. Na versão de Rick ele possui uma agência de Correios. A história vai se desenvolvendo e Percy auxiliado por seu amigo Groove que é um sátiro e a esperta Annabeth (filha de Atena, a deusa da estratégia e sabedoria) enfrentam os mais diversos monstros e ameaças, como minotauros, quimeras, gigantes, hidras e até a Medusa, derrotada por um iPhone. A riqueza de detalhes impressiona, e a forma como Rick mescla a mitologia na cultura pop do século XXI é formidável sem deixar de lado o bom humor. Além de "O Ladrão de Raios", a saga de Percy conta com ainda mais quatro livros, cujos nomes são: "O Mar de Monstros", "A Maldição do Titã", "A Batalha do Labirinto" e "O Último Olimpiano." Após os eventos do primeiro livro, Percy descobre que faz tudo parte de um plano maior arquitetado pelo antigo e terrível titã Cronos que deseja retornar do Tártaro para enfim perpetuar sua vingança contra os Olimpianos.


O sucesso da saga de Percy foi tão grande que posteriormente Rick escreveu mais duas séries baseadas em mitologia: As Crônicas dos Kane que mergulha na mitologia egípcia e Os Heróis do Olimpo em uma mescla entre as mitologias gregas e romanas, trazendo novamente Percy como um dos protagonistas. Todos os livros possuem números expressivos nas vendas e alta popularidade, porém, não há nenhum plano para serem adaptados para o cinema, após o fracasso de Percy Jackson nas telonas. Iremos discutir sobre isso agora. 

OS FILMES:


Comprado em 2006 pela Fox, foi lançado a primeira adaptação para o livro da série e antes de comentarmos mais afundo a respeito do filme, a imagem ao lado feita por um fã mostra a quantidade de partes alteradas ou excluídas do primeiro livro em relação ao filme. Chocante, não?

Como dito na primeira parte dessa review especial, torno a frisar que acho importante sabermos separar o livro de uma adaptação, mas até que ponto os diretores podem possuir carta branca para alterar o roteiro? O filme, em sua maioria não representa nada do livro. Para começar, a caracterização dos personagens deixou muito a desejar. Percy interpretado por Logan Lerman e apesar de ser um bom ator, não possui o carisma suficiente pra dar vida a filho de Poseidon. Talvez o roteiro não tenha ajudado. Desde as primeiras páginas somos apresentados a sagaz Annabeth, loira e de olhos cinzas, extremamente inteligente e astuta. Nas telonas foi interpretada por Alexandra Dadario, porém, com longas madeixas morenas. Os personagens no filme também estão mais velhos, com 17 anos. A idade é a mesma deles no último livro da série. Os cenários foram totalmente modificados ou excluídos do longa. Os chalés do acampamento onde acontecem diversas cenas do livro sequer apareceram, com exceção do de Percy. (Que estava no meio do lago e não disposto em uma meia lua com os demais, como descrito no livro.) Por exemplo, ao chegar no acampamento, Percy fica um tempo no chalé de Hermes, pois ele ainda não havia descoberto que era filho de Poseidon. No longa assim que chega ao acampamento, o mistério é revelado. Falando do acampamento em si, dava a impressão de ser minúsculo e apertado. 



A história bem amarrada e adaptada do livro foi substituída por um roteiro fraco em uma sequência de cenas sem sentido e diálogos bobos, porém, devo reconhecer que os efeitos gráficos foram muito bons na representações de diversos monstros e criaturas mitológicas. A única cena que ao meu ver conseguiu se aproximar com o livro foi a cena em que Percy e seus amigos enfrentam a terrível Medusa em sua loja de estátuas. O bom humor presente no livro estava na cena e Uma Thurman estava maravilhosa no papel, porém, a cena por si só não foi capaz de salvar o filme de um fiasco total. O filme também conseguiu representar bem os mitos integrados ao século XXI, e até os heróis dançam ao som de Lady GaGa. O filme foi bombardeado pela mídia e a crítica o elegeu como um dos piores filmes do século, uma pena, visto a grandiosidade da história. Apesar de toda a rejeição com Percy, a Fox solveu insistir e adaptar O Mar de monstros para as telonas, na tentativa de ajeitar os erros do primeiro filme e, em suma, o filme se tornou um pouco superior com relação ao primeiro. Annabeth agora estava loira, por exemplo, mas os erros de caracterização continuaram e dessa vez a escolhida foi Clarisse, filha e Áries, Deus da Guerra e arqui inimiga de Percy, totalmente diferente da discrição no livro. O longa apresentou um roteiro um pouco mais próximo e coerente com a história, porém, diante de todas as modificações feitas para o primeiro, o filme não foi capaz de ajeitar os furos na história. Mais uma vez, foi um fracasso de crítica, público e bilheteria. A Fox, por sua vez, resolveu engavetar o projeto e não há previsão para o terceiro filme da franquia, apesar de muitos falarem em um Reboot para a série. Também há boatos que a Netflix irá produzir uma série derivada, porém, até o momento, nenhuma notícia concreta.


Notas:

          • Série Percy Jackson e os Olimpianos (Livros): 9,0
          • Filmes: 4,5

3- A Bússola de Ouro: Ninguém entendeu o filme.


Lançado originalmente em 1995, o livro faz parte da trilogia Fronteiras do Universo, composto por: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar. O livro, apesar de ser categorizado para crianças, adolescentes e jovens adultos, discute a respeito de temas complexos e polêmicos, como física quântica, teologia, filosofia e política.

Somos apresentados a um mundo em que os humanos possuem a capacidade de “segmentarem” sua alma, externalizando-a na forma de algum animal, que irá acompanhar você e te ajudar diante das situações. Tal representação da alma são chamadas de Dimons. Existem uma espécie de seita totalmente contrária aos Dimons, e mesmo no ficando explícito no livro, há uma crítica ao conflito entre religião e ciência. A história se desenvolve após Lyra, uma menina de 11 anos precisar viajar até o Ártico para encontrar seu amigo desaparecido e junto de seu Dimon, ambos partem para uma jornada mágica em uma terra cercada de ameaças, bruxas e ursos que possuem a capacidade de falar. A primeira vista parece uma história boba e juvenil, mas como disse, entram em discussão temas como espiritualidade, universos paralelos, religião, entre outros. 
O livro é todo escrito de uma maneira muito dinâmica, mesmo nas partes densas da história, como as explicações técnicas e discussões teológicas a respeito da fé e da alma humana, proporcionando um grau de introspecção muito grande, uma vez que você se vê questionando os temas abordados. O livro também apresenta um grau alto de mistério em que o leitor se vê preso ao livro em busca do verdadeiro motivo pelo qual as crianças estão sendo sequestradas e levadas para o Ártico.

O FILME

Lançado em 2007 e contou com nomes de peso em seu elenco como Daniel Craig e Nicole Kidman, porém não conquistou grande popularidade e boas notas da crítica. O projeto em si não foi levado para a frente, e apenas o primeiro livro foi adaptado.

Lyra e seu Dimon.
Quando assisti ao filme eu estava começando a me interessar por leituras mais densas, e confesso que não entendi muito bem qual era o propósito do longa que, em muitas vezes, é confuso. A obra se apresenta de maneira interessante e satisfatória até o meio do filme, mas logo após começa a decair muito em qualidade em uma sucessão de cenas sem qualquer ligação com os eventos anteriores. Outro fato que me confundiu demais é que o filme acaba exatamente após uma longa cena de ação, o que dá a impressão do filme ter sido interrompido justamente em seu clímax. Sei que a intenção foi deixar em aberto para uma futura continuação, porém, como o projeto não foi para frente ficamos com a sensação de algo interrompido pela metade. 

Pois bem, apesar da péssima experiência com o filme, resolvi comprar o livro, afinal estava curioso, queria entender melhor sobre o que a série se tratava. Ao ler, percebi que toda as discussões a respeito de filosofia, religião, ciência e espiritualidade foram retiradas do filme, apresentando uma obra morna e de entretenimento, puramente uma filme de ação e aventura sem a densidade proposta no livro ou compromisso com a história a ser contada. Ao meu ver a graça da trilogia está justamente nos questionamentos que fui me fazendo enquanto eu lia, coisa que não aconteceu ao assistir ao filme. Todos os acontecimentos foram desenvolvidos em um ritmo muito mais rápido que no livro, omitindo algumas ações secundárias entre elas, deixando o longa meio perdido e sem sentido. Os personagens também sofreram modificações em sua personalidade e caráter, deixando em sua maioria, atuações mornas é de pouco impacto. O filme se distorce totalmente diante de sua proposta é mesmo com os efeitos visuais bonitos, o filme não convence, mesmo para aqueles que não leram o livro ou tiveram contato com a história.


Notas:

            • Trilogia Fronteiras do universo: 7,5
            • Filme: 5,0


Pois bem, pessoal, chegamos ao final da parte dois da nossa Review e fiquem ligados que a parte final desse quadro especial irá ao ar aqui na segunda-feira, dia 12 de março e iremos embarcar no mundo do suspense e terror. Vejo vocês por lá!

E ai, gostaram? Acharam que faltou algo? Qualquer elogio, crítica e sugestão é bem vinda.

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