+REVIEW – La Casa de Papel

11:00 0
Um crime genial ou uma missão suicida?





E aí pessoal, como estão todos? Espero que muito bem! Hoje vim falar sobre mais uma série excelente da Netflix chamada La casa de papel. A Review vai ser longa, tenho muita coisa pra falar, afinal, não é todo dia que somos apresentados a uma produção como essa. Pois bem, vamos lá!



É de conhecimento público que a Netflix libera todas as semanas dezenas de novas produções para seus assinantes (quisera eu ter o tempo hábil para conseguir assistir tudo e trazer reviews atualizadas pra vocês). Eis em que em sua última semana, 2017 resolveu nos surpreender com uma bomba (no sentido positivo da palavra) dessas.



O que logo me chamou atenção foi o banner da série. Afinal, sobre o que se tratava a série que possuía um bando de mascarados com uniformes vermelhos? Rapidamente fiz uma pesquisa no Google e descobri que a série exibia em seus episódios a história de 8 ladrões que se envolvem em um plano insano na Casa da Moeda da Espanha, daí o nome La Casa de Papel. 



Sem mais delongas comecei a assistir e rapidamente fui surpreendido pela qualidade apresentada pela produção estrangeira. A série mescla os eventos do assalto com flashbacks dos personagens e aos poucos vamos entendendo as motivações por trás de cada um dos ladrões enquanto o plano vai sendo revelado. O que antes era tido como um assalto comum, se transforma em um plano altamente elaborado, bem ensaiado e premeditado para usurpar a singela quantia de 1 bilhão de Euros. O grupo é comandado por uma pessoa que fica do lado de fora e se auto intitula como “O professor”. Ele é o chefe da gangue e todo o plano surgiu da cabeça dele. Mais pra frente iremos detalhar cada um dos personagens. 

A série possui uma premissa repetitiva, não é exatamente novidade filmes e séries que abordam planos mirabolantes e assaltos, mas a sagacidade de La Casa de Papel está exatamente aí. O esquema é totalmente diferente de tudo que já assisti por aí, e a série é recheada de plot twists, ou seja, você não faz a MENOR ideia do que está acontecendo. Quando você acha que finalmente entende o que está acontecendo e que desvendou o plano do professor, a série apresenta um novo fato é você já fica no chão novamente.

Além do desdobramento dentro da casa da moeda, a série narra toda a operação montada pela polícia para prender os assaltantes e liberar os 60 reféns feitos por eles. Um verdadeiro Thriller policial. Mas lembre-se: Tudo que acontece durante toda a série faz parte do plano arquitetado pelo Professor. Não existem pontas soltas.


Obviamente, a série peca em alguns pontos apelando para o senso comum e decisões previsíveis que desencadeiam certos eventos. Sabemos que na vida real as atitudes tomadas seriam completamente diferentes, mas fazemos vista grossa e deixamos passar, porque a série de fato funciona e te mantém refém (desculpem o trocadilho).

Você quer saber o que está acontecendo, descobrir qual é o verdadeiro plano, assistir o próximo passo do Professor contra a polícia em um verdadeiro jogo de cão e gato, e vou avisar: Você vai acabar torcendo para os assaltantes. É simplesmente genial.

Falando da produção em si, todas as atuações são muito boas. Sem exceção, os assaltantes, reféns, policiais são muito competentes e demonstram exatamente aquilo que se propõem a fazer. Em diversos momentos, as personalidades e particularidades de cada um dos personagens são apresentadas e aprofundadas na medida certa, sem comprometer o ritmo da história com diálogos e cenas desnecessárias. É tudo muito bem encaixado e pertinente ao roteiro. Uma curiosidade interessante: Todos os assaltantes são chamados por codinomes, cada um representando uma cidade diferente ao redor do mundo.



Os personagens principais:

Professor:


Com uma inteligência ímpar e uma aparência acima de qualquer suspeita, é o cérebro da quadrilha. Todo o plano foi arquitetado por ele que comanda do lado de fora as ações tomadas pelos assaltantes e também é o responsável pela negociação com a polícia. Homem engenhoso e que não mede esforços para que o plano dê certo. Interpretado por Álvaro Morte.

Tóquio e Rio:


Tóquio é o membro da gangue mais impulsivo. Mulher forte e destemida que se encontra no mundo do crime desde os 14 anos, onde, em um assalto, seu namorado foi morto. A série é narrada  a partir do seu ponto de vista. Interpretada por Úrsula Corberó.
Rio é o hacker da gangue, especializado em programação e pirataria, se tornou um procurado pela Interpol após usar suas habilidades para fins não convencionais. Apesar dos avisos do professor para não se envolverem, se torna namorado de Tóquio Interpretado por Miguel Herrán.

Berlim e Nairobi:

É o responsável por comandar a quadrilha durante o assalto. Meio instável e às vezes violento, ele é especializado em roubo de jóias. Interpretado por Pedro Alonso.
Nairobi, (Também conhecida como a melhor personagem), se envolveu no mundo do crime após ser abandonada grávida de seu namorado. Ela foi presa e perdeu a custódia de seu filho, e acredita que com o dinheiro proveniente do assalto, irá reaver a guarda da criança. Personagem extremamente
carismática e divertida. Interpretada por Alba Flores.

Denver e Moscou:


Assim como Tóquio, Denver possui uma índole impulsiva e agressiva. O único que consegue controlar seus intensos sentimentos é seu pai, Moscou. Interepretado por Jaime Lorente. Como dito anteriormente, pai de Denver, Moscou é um homem que trabalhou a vida inteira em minas para sustentar e criar seu filho, e foi escolhido pelo professor para ser o responsável por cavar os túneis de saída após o assalto. Interpretado por Paco Tous.

Helsinki e Oslo



Juntos representam a força bruta da gangue. O passado dos mesmos não foi muito bem abordado durante a série, mas são primordiais durante o assalto, pois são eles que controlam os reféns para garantir que o plano corra como o planejado. Interpretados por Darko Peric e Roberto García, respectivamente.





Em suma, a série é excelente, porém, preciso fazer uma reclamação a Netflix: Originalmente, a produção era uma minissérie, e a Netflix resolveu transformá-la em uma série em duas temporadas. A primeira já se encontra disponível completa no catálogo, entretanto, a segunda parte só irá ao ar em abril. Vai ser bem difícil esperar, uma vez que o último episódio termina exatamente no clímax dos eventos e não pude acreditar quando vi os créditos subirem na tela sem o próximo episódio para assistir. Bola fora, Netflix. 

Como disse, a série se tornou um dos melhores lançamentos de 2017, em um misto de suspense, ação e reviravoltas que fazem sua cabeça dar um nó. Com exceção desses pequenos furos no roteiro, a série é impecável do início ao fim e estou extremamente ansioso para que sejam liberados os episódios finais.

    Pontos positivos:

  • História surpreendente e bem desenvolvida;
  • Atuações em alta;
  • Mescla dos eventos do passado e presente, facilitando o entendimento;
  • Aprofundamento do perfil psicológico dos personagens.


          X Pontos negativos:

  • Netflix ter cortado no melhor momento da série;
  • A demora no lançamento da parte 2;
  • Pequenos furos no roteiro para a criação de novas vertentes na história.


Nota: 9,5

E aí, gostaram? Acharam que faltou algo? Qualquer elogio, crítica e sugestão é bem vinda.

0 Comentários para "+REVIEW – La Casa de Papel"