+REVIEW - Assassin's Creed: Origins

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erá que o hiato de um ano entre o lançamento de Origins e de seu antecessor Syndicate valeu a pena?

E aí, pessoal! Tudo bem? Hoje irei fazer uma review do mais recente jogo da série que já vendeu mais de 70 milhões de cópia mundo a fora. Será que o hiato de um ano entre o lançamento de Origins e de seu antecessor Syndicate valeu a pena? A Ubisoft finalmente conseguiu a renovação na série? Confira agora em nossa review.


Eu joguei todos os jogos anteriores da série (confesso, alguns não cheguei a terminar porque não aguentava a repetição dos games), entretanto, sempre fui muito fã da história, que é muito bem inserida e contextualizada em eventos conhecidos do passado. Para quem não sabe, além da série de jogos e uma tentativa (fracassada) de adaptar a saga para o cinema, Assassins Creed possui também livros de cada um dos jogos, o que permite que você vá além dos temas abordados no jogo. 

Dito isso, ao saber que o jogo se passava no Egito Antigo, logo me interessei a jogar. Já comentei anteriormente que amo histórias que usam mitologia em suas narrativas e, nunca entendi o motivo da mitologia egípcia ser tão neglicenciada no mundo dos games. Pois bem, chegou a hora de mergulharmos a fundo no mundo dos Faraós.


A proposta da Ubisoft nesse jogo era dar uma revitalizada em toda a série que já sofria um desgaste por conta dos jogos que eram lançados um atrás do outro e que não apresentavam grandes mudanças. Esse hiato serviu para lançar um jogo totalmente diferente, tanto em enredo, quanto em ambientação, gráficos e jogabilidade. Vamos discutir cada um desses pontos separadamente.


Enredo:

Como o próprio nome sugere, o jogo te convida a conhecer a Origem da Ordem dos Assassinos, ou seja, o jogo se passa antes dos eventos do primeiro jogo lançado láááá em 2007 e podemos perceber o quanto o jogo evoluiu durante esses quase 11 anos. Falando da história em si, acompanhamos o Medjay Bayek de Siuá em sua saga de vingança pessoal enquanto testemunhamos o nascimento da Irmandade. Uma história de vingança não é totalmente uma novidade no mundo dos games, mas um ponto positivo que Origins trouxe é explorar o Egito Antigo e a beleza estonteante do continente africano como cenário, cercado de mitos, mistério e muita, muita areia. Como sempre, a história do game se mescla com velhos personagens conhecidos do público, e aqui não é diferente: Temos desde Cleópatra até Júlio César e sua célebre frase: "Até tu, Brutus?" Além das missões principais, existem centenas de outras missões secundárias que você pode escolher fazer e, como consequência, acabar conhecendo mais uma parte "extra" da história, porém, durante a minha campanha, ficava entediado de realizar tais missões que eram sempre muito repetitivas.


Cenários, gráficos e jogabilidade:

Ao mencionar Egito, o que as pessoas imaginam? Múmias, areia e pirâmides. E acredite, isso não falta no jogo. Mas os cenários são de uma beleza ímpar, com belas representações de Oásis, praias e áreas de floresta, cidades antigas  e vilarejos lendários. O jogo está todo mundo bonito e recheado de detalhes, em alguns momentos precisamos explorar algumas tumbas para desvendar segredos e o interior das pirâmides ganha destaque, com toda sua riqueza e armadilhas mortais pelos quais são conhecidas sendo bem representadas. O mapa é imenso e em cada nova região percebemos o cuidado que os criadores tiveram para representar locais conhecidos, como o farol de Alexandria, por exemplo. Alinhado com belíssimos gráficos, a jogabilidade também evoluiu muito e apresenta um novo sistema de luta e combate. 

O maior problema dos jogos anteriores em minha opinião era justamente esse. O modo de combate era muito travado e pouco fluído, mas a Ubisoft parece ter superado esse fantasma. Os movimentos são precisos e não senti grandes dificuldades durante o jogo, mas a inteligência dos inimigos deixa a desejar mais uma vez. Em certos pontos foi extramente fácil eliminar alguns combatentes e conseguia eliminar inimigos que possuíam níveis maiores que o meu. Não é exatamente um problema, mas diminui a dificuldade do jogo.

Um velho recurso dos jogos que inclusive já estava presente em alguns outros títulos da série é que você precisa recolher recursos e caçar animais, dentre eles hienas, jacarés, hipopótamos e leões (bem ao estilo Far Cry), para conseguir melhorar seus equipamentos e adquirir habilidades novas. O jogo apresenta um menu de customização de Bayek, em que você o equipa com diferentes tipos de arco, escudos, vestimentas e uma infinidade de lanças, espadas, facas e outras armas mortais. 

Como dito anteriormente, o game traz inúmeras missões principais e secundárias. Algumas são realmente tediosas e repetitivas, porém, oferecem uma boa quantidade de dinheiro e experiência que são trocadas por pontos de habilidades. Certamente em algum momento do jogo você irá precisar realizar algumas delas para continuar evoluindo seu Assassino. Apesar de, em sua maioria, serem chatas, o jogo trouxe outras bem interessantes, como a corrida de bigas, a luta com elefantes de batalha e torneios em arenas de combate ao estilo de Gladiador. Essas, por sua vez, contribuem de maneira positiva para a gameplay, aprofundando sua experiência sobre o que era viver naquela época.

Bayek e Senua
E por último, mas não menos importante, deixei para falar da melhor função do jogo: Senua. Sim, nosso assassino pela primeira vez não está sozinho. Somos acompanhados por sua amiga e fiel escudeira, uma águia que facilita MUITO a nossa busca por tesouros, passagens secretas e outros itens diante desse mundo tão vasto. Através de Senua, podemos invadir bases inimigas e demarcar os inimigos, descobrir fraquezas e encontrar pontos vulneráveis para conseguirmos a vitória. Senua, o primeiro drone da história.



Ao analisar o game como todo, Assassins Creed Origins se torna o melhor lançamento da saga desde Assassin's Creed II e seu inesquecível Ezio. A história e ambientação contribuem demais para o avanço da gameplay, e Bayek se apresenta como um personagem carismático e humano. O game de fato trouxe a renovação para a franquia que haviam prometido e podemos esperar jogos muito bons após o formato de Origins, que claramente deu muito certo.


Pontos Positivos:
  • Boa imersividade na história, com cenários e gráficos bonitos;
  • Sistema de combate aprimorado e totalmente redesenhado;
  • Mapa imenso com diversas atividades para serem realizadas;
  • Senua;


Pontos Negativos:

  • Abuso de repetitividade e pouca criatividade em missões secundárias;
  • Inteligência previsível dos inimigos, causando poucas surpresas durante o combate.



Nota: 9,0.


E aí, gostaram? Acharam que faltou algo? Qualquer elogio, crítica ou sugestão é bem vinda.

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